4 de fevereiro de 2012

avô ♥ ♥ ♥



Quando uma pessoa é extremamente especial não há como descreve-la, não há nenhum adjectivo que se encaixe, e é precisamente o que está a acontecer, quero escrever sobre ti, quero tentar diminuir esta dor, quero cair na realidade, mas é doloroso demais para aceitar. Só te pedia que me pudesses ter dado uma palavra, um gesto ou um sinal, qualquer coisa, de forma que estivesse à espera, mas nem tu sabias, ficou tudo no silêncio em forma de dor. Lembro-me da ultima vez que te vi, lembro-me das palavras trocadas, lembro-me tão bem daqueles teus sorrisos, ou o piscar de olho que me davas, e de momento veio-me a imagem de tudo o que se passou na sexta...

Tu não choraste porque tinhas os olhos cerrados, mas eu chorei por ti, por nós, por tudo o que passamos, e que iamos passar, sim, porque eu sei que tens um papel escrito de planos que querias fazer connosco. E um dia, quando estiver mais calma, e já tiver aceite a tua partida, irei lê-lo com toda a atenção que me pediste para fazer e tentarei fazer tudo que estiver ao meu alcance, mesmo estando longe...

Todas as noites chamo por ti, e só o silêncio me responde. Vou guardar dentro de mim a tua imagem, a memória daquilo que foste e de tudo que aprendi contigo! Não há como explicar sinto uma revolta que ainda mora dentro de mim, e ainda vai existir durante alguns tempos, como os dias são dias e as noites são noites.
Senti que te roubaram à vida num gesto brusco e cruel. O que me mais me tranquiliza é que pude olhar-te nos olhos e dizer-te que gostava muito de ti e de saber que fiz tudo que podia, dias e noites, sem pensar em ter algo em troca, só apenas o teu orgulho como tua neta. Esse adeus perdura, vive, como a tua ausência, sentida e que ainda me custa aceitar.

Estejas onde estiveres sei que olhas por mim, e eu guardar-te-ei sempre, sabes, existe um cantinho no meu coração que é só teu, eternamente teu.

AMO-TE! ♥ ♥ ♥

Sem comentários:

Enviar um comentário